Fabiana Murer vai trabalhar como fisioterapeuta

Fabiana Murer, campeã mundial no salto com vara, é formada em fisioterapia.

Ela pretende exercer a profissão após encerrar a carreira de atleta nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

“Sou fisioterapeuta e quero seguir a carreira depois dos jogos olímpicos de 2016”, comenta.

Murer sempre sonhou ser campeã mundial, mas achava que o título iria demorar. “Achava que era um sonho bem distante, mas estou muito contente de ter conquistado agora”, afirmou Murer, que vê uma maior exposição na mídia. “O assédio tem sido maior depois da medalha, as pessoas me reconhecem mais, mas de resto continua a mesma coisa. Tenho que continuar treinando para conseguir outros títulos.”

Natural de Campinas, a campeã está focada nas Olimpíadas de Londres, em 2012. Ela descansou apenas uma semana depois do mundial e já retomou os treinamentos.

A próxima competição é o Grande Prêmio Brasil de Atlestimo, no Rio de Janeiro, em maio. “Depois vou para a Europa competir e volto só para o Troféu Brasil, em setembro”, destacou a atleta, que já pensa em novas medalhas.

Fabiana busca melhorar a parte técnica e também a física para tentar mais medalhas no território inglês. “A medalha de ouro olímpico é sempre a mais disputada e difícil de ser alcançada, mas vou batalhar para isso. Ainda tenho que melhorar várias coisas no meu salto para chegar lá.”

Murer está animada para as Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016, já que, para ela, o interesse do governo cresce e atrai investimentos para o esporte e consequentemente mais medalhas para os brasileiros. Ela acredita que os Jogos Olímpicos têm tudo para dar certo.

“Fiquei impressionada com o Pan-Americano em 2007 no Rio. Foi tudo muito bem organizado. Depois dessa experiência, acredito que o Brasil tem condições sim de sediar as Olimpíadas.”

Quando o assunto é Olimpíadas, Fabiana não escapa das perguntas sobre o sumiço de sua vara em Pequim, há dois anos: “Fiquei bem chateada com o que aconteceu, mas, aos poucos, fui conseguindo digerir a situação e isso me deu mais ânimo para continuar treinando e buscando saltos mais altos. Tive que me acostumar com as piadinhas. Algumas são bem engraçadas!”.

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