Fisioterapia contra dor na relação sexual
22 abr, 2010 | Arquivado em: Notícias | Comentários » 1 |
A secretária paulista R.P.N perdeu a virgindade aos 17 anos. Mesmo sem nenhum passado de abuso ou repressão, a experiência foi traumática. A menina sentiu muita dor e não conseguiu manter uma vida sexual com o namorado após a primeira vez. Um ano depois, ficou grávida de sua primeira filha, entre as poucas tentativas de ter sexo com o parceiro.
A dor, porém, a impediu de transar durante os nove meses de gestação. O quadro de vaginismo se agravou após um exame de toque, feito poucos meses antes do bebê nascer. O pânico gerado com a experiência ruim fez com que a secretária deixasse de realizar exames de rotina com o ginecologista.
Angélica explica que, no caso de R.P.N, o tratamento combinou atendimento ginecológico com fisioterapia. “A dor durante a relação gerou o vaginismo acentuado. O medo de sentir dor impedia que qualquer tentativa de relação tivesse sucesso, transformando o sexo em algo apavorante.”
Em setembro de 2009, R.P.N começou o tratamento. Segundo ela, as primeiras consultas foram difíceis. Maria Angélica dava como “lição de casa” exercícios de respiração e pedia que a jovem buscasse conhecer o próprio corpo.
“Perder a vergonha de si, esquecer o medo e descobrir o próprio corpo não é tão simples”
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Hoje, aos 20 anos, casada com o pai de sua filha, oito meses após o inicio da fisioterapia, ela conta que já consegue controlar o medo, relaxar e ter prazer. Aprendeu também quais posições não provocam dor. Mas confessa que ainda se assusta com a maca. “Ainda travo um pouco, mas já tenho coragem de fazer os exames”.
Sobre o Autor: FisioMovimento Terapias

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