Fisioterapia ‘paliativa’ traz saúde e dignidade

Acamados e esperando pelo fim da vida, muitos doentes precisam ser apoiados pela fisioterapia paliativa, procedimento indispensável para minimizar a dor e evitar a hospitalização destes doentes.

João, 89 anos, é um paciente que está acamado há um ano após ter sido vítima de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e de câncer e a sua perda de autonomia levaram a família a recorrer a projeto de fisioterapia paliativa.

Em estado muito debilitado, a intervenção da fisioterapeuta se resume agora a aliviar a infecção respiratória, mas chegou a integrar alongamentos dos membros inferiores e superiores para impedir o agravamento de problemas de circulação e falta de movimento.

“Ele fica mais aliviado e deveríamos ter mais apoios nesta área, porque sem esta equipe não estávamos tão descansados em tê-lo em casa”, explicou a filha Engrácia.

Com o objetivo de melhorar a resposta do apoio domiciliar, estes projetos consistem em “Aplicar técnicas de eliminação de secreções para alívio respiratório, manobras respiratórias, drenagens linfáticas dos membros inferiores, mobilizações e alongamentos dos músculos, posicionamentos, massagens para alívio de tensões e ensino da família sobre como sentar o doente.

Um apoio considerado indispensável e escasso no país sobretudo para os chamados doentes terminais, a quem os hospitais dão alta médica face ao prognóstico e por falta de leitos, enviando-os para casa sem cuidados de saúde, ou enfermagem.

Os doentes acabam falecendo não pela sua doença mas por múltiplas infecções respiratórias, renais, linfáticas, cardíacas.

Estes doentes pedem para morrer em casa, para não sofrer tanto, e muitas vezes se decide por uma terapêutica não farmacológica complementar para controlar a dor e problemas como os associados à dor óssea, dispneia ou magreza extrema.

Em países como Portugal, projetos de fisioterapia paliativa atendem dezenas de doentes, cuja média de idades é de 78 anos.

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