O que são Purinas (Cont. Gota)

As purinas são bases nitrogenadas (denominadas então bases púricas), compostos orgânicos heterociclícos. O ácido úrico é derivado do metabolismo das purinas, as quais constituem uma parte das nucleoproteínas. Embora tradicionalmente a gota tenha sido tratada com uma dieta com restrição rígida de purinas, os fármacos reduziram em muito a necessidade dessa restrição. Atualmente, quando se detecta que o metabolismo das purinas está alterado, recomenda-se que os pacientes evitem os alimentos extremamente ricos em purinas para evitar um estresse metabólico e diminuir a necessidade de medicação.

Alimentos extremamente ricos em purina (devem ser omitidos da dieta de pacientes que têm gota aguda ou estágios de remissão):
anchovas, arenque, caldo de carne, cavala, consomê, coração, extrato de carne, fermento de pão e de cerveja, fígado, ganso, mexilhões, miolos, molho de carne, ovo, perdiz, rim, sardinhas.

Alimentos com conteúdo moderado em purinas:
Aves, moluscos, peixe (exceto aqueles da lista acima), aspargo, cogumelo, ervilhas secas espinafre, feijões secos, lentilhas. Uma porção (60 a 90g) de carne, peixes ou aves ou ½ xícara de vegetal deste grupo é permitida a cada dia ou 5 dias na semana.

Alimentos com conteúdo desprezível em purinas: Podem ser usados diariamente.
Açúcar e doces, arroz, azeitonas, broa, café, cereais e derivados, chá, chocolate, condimentos, ervas, fruta, leite, macarrão, manteiga ou margarina (com moderação), molho branco, nozes, pão, picles, pipoca, pudim, queijo, sal, gelatina, sorvetes, talharim, vinagre, vegetais (exceto aqueles da lista acima).

A restrição rígida de alimentos, contendo purinas, é geralmente recomendada no estágio agudo da gota, de modo a não acrescentar purinas exógenas à elevada carga de ácido úrico existente.

Os líquidos (3 l/dia), devem ser administrados para facilitar a excreção de ácido úrico e minimizar a possível formação de cálculos .

O uso excessivo de gorduras deve ser evitado, pois, acredita-se que estas reduzem a excreção normal de uratos.

A ingestão de proteínas deve ser adequada, mas não excessiva. Deve-se excluir os alimentos de alto teor em purinas.

As calorias devem ser mantidas com carboidratos, que têm tendência a aumentar a excreção de ácido úrico.

Durante o estágio intermediário, entre as crises, o tratamento dietético para pacientes que se mantêm medicados visa uma dieta normal adequada, regulada para a aquisição e manutenção do peso corpóreo. Uma redução na ingesta calórica suficiente para causar cetonemia é um fator reconhecidamente precipitador de ataques agudos. A redução de peso também ajuda a reduzir a hipertrigliceridemia que existe em 75% dos pacientes com gota.

ÁLCOOL
Atualmente sabe-se que o uso discreto ou moderado de álcool pelo paciente com gota não induzirá necessariamente a um ataque agudo. Entretanto, o etanol aumenta a produção de ácido úrico. Idealmente o paciente deve ser orientado a não consumir álcool.


Sobre o Autor: Fisioterapeuta com especialização em acupuntura. Diretora do FisioMovimento.

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